Ansiedade.
Você deita a cabeça no travesseiro e a única coisa que consegue pensar é no horário em que ela poderá se levantar dali, mais 6 ou 7 horas no máximo.
“E se eu me atrasar? Posso jurar que esqueci de colocar algo na bolsa.” As luzes se acendem, você verifica, nada faltando. Luzes se apagam, você deita e se pergunta de três em três minutos em média se já separou a sua roupa num canto do seu quarto – coisa que você só faz quando está realmente ansiosa.
Está faltando algo – não, não está – você responde tentando convencer a si mesma. Precisa dormir, mas sua cabeça agitada e teimosa insiste em não te deixar, então você se rende, e se deixa guiar junto com toda a expectativa.
Hora ou outra você se pega rindo e se acha uma completa idiota, que ser humano ri sozinho em plena madrugada com os próprios pensamentos? Esse ser era eu, e tudo por culpa de um outro de cabelos castanhos, que parecia ter acertado o meu coração, sonhos e vontades em cheio.
Começo a imaginar todas as coisas que poderiam acontecer – é desnecessário citar que pensei até em casamento? - quando na verdade tudo o que tínhamos dado não passara de um beijo. Que de forma alguma foi pouco, foi o suficiente para me fazer suspirar por todos os benditos cantos da casa. Mas eu não queria me sentir nas nuvens por um dia ou dois, se fosse pra ter prazo de validade, que ela durasse no mínimo até uma data que fosse próxima de ‘pra sempre’.
No dia seguinte meu coração estava a ponto de sair pela boca, eu nunca tinha ido tão longe em algo como eu estava disposta ir daquela vez, se ele quisesse. E como eu queria, que ele quisesse. Que estivesse disposto a tentar, como eu. Que eu não estivesse sentindo tudo aquilo sozinha, que as minhas mãos não fossem as únicas a soarem frio com cada aproximação.
Fazia tão pouco tempo que ele tinha descoberto o meu nome, tudo tinha acontecido tão rápido, que eu não sabia se deveria esperar por sentimentos e desejos recíprocos aos meus. Ainda que àquela altura nossos lábios já tivessem se tocado, eu estava confusa em relação aos seus sentimentos, era gigante o medo de que ele ‘escapasse’ de mim, perder algo que eu nem sabia se poderia chamar de meu.
- O que nós temos? – Era tudo o que eu queria saber, mas para terminar de me deixar sem ar, a pergunta veio dele.
- O que você acha que nós temos? - Eu não sabia o que tínhamos, mas sabia com todas as minhas certezas que ele tinha a mim.
Com receio e sem saber como formular a resposta, ficamos repetindo as perguntas, até que meio sem jeito, ele trocou a questão para “quer ser a minha namorada?”
Já teve a sensação de não ser capaz de controlar nem as expressões do próprio rosto? Eu sorri sem sequer me lembrar como se fazia, disse que sim sem nem conseguir prestar atenção no que estava falando, e o beijei como se estivesse esperado por aquilo durante a toda a vida, e estive.
Baseado em fatos reais, haha (L)

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